Exercício para as soalhas do adufe

Exercício para trabalhar o movimento que provoca o impacto das soalhas no caixilho dentro do adufe.

Não é um som que se use tradicionalmente, mas é sem dúvida um recurso a utilizar musicalmente.

Neste exercício as soalhas marcam o pulso e para a construção e desconstrução progressivas do ritmo ternário tradicional de Monsanto, aqui tocado em câmara lenta.

A transcrição abaixo foi feita depois do vídeo. Pode não estar exactamente igual, no vídeo estava a improvisar.

Como aprender?

1 – Praticar o movimento do adufe que faz com que as soalhas batam na madeira.

2 – Marcar um pulso com as soalhas de forma regular.

3 – Repetir cada letra até estar interiorizado.

4 – tocar o exercício todo.

NOTA: Um metrónomo ou introduzir um movimento corporal pode ajudar a conseguir mais regularidade na execução.

Adufe: introdução ao ritmo Samai e variações

Ritmo lento, meditativo, num ciclo de 10 pulsações. Aprendi este ritmo e estas variações no Tamburi Mundi Capadócia em 2011 com o David Kuckhermann.

Como tocar?

No lado esquerdo do vídeo podem ver a base rítmica, que podem repetir várias vezes até interiorizarem.

Do lado direito, toco as 5 variações, 2 vezes cada.

Em baixo, têm a transcrição em sílabas e notação convencional.

Para aulas de adufe online ou para alguma dúvida, escrevam ou contactem-me via Whatsapp.

DICA: o Youtube permite escolher a velocidade do vídeo, se for rápido demais para aprenderem, reduzam a velocidade do vídeo e vão aumentando progressivamente.

Adufe: introdução aos ritmos do Mediterrâneo

Em 2011, fui ao Labyrinth Musical Workshop, em Houdetsi (Creta) e fiz uma formação de frame drum com Zohar Fresco.

Aprendemos uma composição da sua autoria com seis ritmos que são tocados por toda gente no Mediterrâneo e 3 frases.

É um exercício de nível básico/intermédio.

Esta tentativa adaptação para adufe abre uma linguagem que lhe assenta bem e que mostra como o toque tradicional português do adufe tem semelhanças com a execução de outros frame drums do mundo.

Como tocar?

No vídeo, cada ritmo é tocado 4 vezes. Agito o adufe de cima para baixo quando passa para outro ritmo.

O D corresponde ao som Dum, o T ao som .

Os traços são tocados com a mão esquerda (ki), como ghost notes.

Depois de aprender os ritmos individualmente e sequencialmente como no vídeo, podem começar a aprender as frases uma de cada vez. O pulso com que lêem os ritmos de cima é o mesmo das frases. (se houver dúvidas, estou à disposição).

Podem trabalhar cada ritmo e a sequência de frases como nos vídeos abaixo.

forma: ritmo 4 X + frases 123

Whade

Ayoub

Maqsum

Saidi

Masmoudi

Karachi

Paradiddle

O paradiddle é um rudimento de caixa que podemos encontrar na tradição musical militar dos Estados Unidos da América.

Consiste na aticulação de um grupo de 4 figuras rítmicas iguais, de forma repetitiva, começando uma vez com a direita, outra vez com a esquerda e fazendo uma dupla na 3ª e na 4ª figura.

Paradiddle é também uma onomatopeia “Pa” e “ra” correspondem a uma batida com cada uma das mãos e “diddle” corresponde a uma dupla.

No adufe, começo o paradiddle com a mão direita no som “Dum” e na mão esquerda no som “Tá”.

Nestes exercícios estou a usar a técnica tradicional, ou seja, toco com a mão completa, não uso dedos individualmente.

Exercício com Paradiddle e Paradiddle diddle.

Exercício começando o Paradiddle em diferentes partes do tempo.

Este exercício aparece no livro “Symetrical Stickings” de Pete Lockett.

Pa – Pa – Dum – – Pa – Pa Dum –

Exercício de nível básico/médio com o som “Pa”.

O som “Pa” não é tocado na Tradição portuguesa de adufe, trata-se aqui de uma adaptação de uma técnica de outros frame drums – bendir, por exemplo.

Como podem observar, a mão direita está livre. O polegar não está colocado no adufe como tradicionalmente.

O adufe está na horizontal, apoiado na palma da mão esquerda, e não com um canto para cima.

Como praticar?

1 – A “melodia rítmica” tocada pela mão direita.

2 – O mesmo padrão preenchido com ki, tocado com a mão esquerda.

O mesmo padrão mas com o som Tá: dedos e depois mão

Como praticar?

1 – “melodia” rítmica tocada com os dedos R4 (Tá) e o R3 (Dum)

2 – preenchida com ki, na mão esquerda

3 – “melodia” rítmica tocada com a mão completa

4 – preenchida com ki, na mão esquerda


Aprendi o padrão rítmico que estou a tocar com o músico argelino Salim Beltitane durante o Tamburi Mundi 2019.

Adufe: modelo Universal, 33cm X 6cm, pele de cabra pintada de azul com desenho de motivo ibérico presente no Haggadah d´Oro (Catalunha, séc, XIV). Com sistema de afinação, dois lados sonoros distintos e espessura variável.

Para comprar o adufe que estou a usar, enviar email ou whatsapp!