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Multimédia
128 vídeos sobre o adufe na actualidade, em A Música A Gostar Dela Própria de Tiago Pereira.
Canal Youtube Adufes Rui Silva
Canal Youtube Flávio Pinho
Recolhas de Artur Santos (1914-1987)
“Artur Santos (1914-1987) foi um pianista, compositor e etnomusicólogo que desenvolveu vários levantamentos de música folclórica em Portugal e em Angola (território que se encontrava sob dominação colonial portuguesa). Depois de uma breve passagem pela Emissora Nacional como assistente e produtor de programas (1940-41), graças a uma bolsa do Instituto da Alta Cultura, estudou composição em Londres (1945-47) e Paris (1947-48) (Cruz 2001). Entre 1947-51, foi membro da Comissão Directiva do International Folk Music Council (Ibid., 168). Realizou trabalho de campo em Angola, nas regiões autónomas dos Açores (Terceira, S. Miguel e Santa Maria) e Madeira, e nas províncias da Beira Baixa e Beira Alta (Ibid.). Em 1956, realizou um levantamento de música de matriz rural nas regiões da Beira Alta e Beira Baixa, com o apoio de técnicos da British Broadcasting Corporation (BBC), de Londres, editado pela Folk Music of Portugal.”
Referências bibliográficas:
Cruz, Cristina Brito da. 2001. Artur Santos e a Etnomusicologia em Portugal. FCSH/Universidade Nova de Lisboa/ Tese de Mestrado.
Recolhas de Armando Leça (1891-1977)
“Armando Lopes Leça (n. Leça da Palmeira, Matosinhos, 9 Ago. 1891; m. Vila Nova de Gaia, 21 Jan. 1977) foi um folclorista, compositor nacionalista, regente de coros e professor de canto coral, que participou ativamente na construção de um imaginário da música de matriz rural que subsiste em Portugal no século XXI, nos contextos de institucionalização do folclore (Pestana 2010). Eterno caminheiro, definiu um itinerário da música portuguesa (locais, informantes e repertórios) que foi percorrido por sucessivos coletores. Armando Leça foi o primeiro a procurar sistematizar a música de matriz rural segundo critérios estritamente musicais. Os referentes do folclore que vigoram em certos ranchos folclóricos e grupos etnográficos em Portugal devem muito a Armando Leça: num primeiro mapeamento dos instrumentos musicais populares portugueses; na inscrição de repertórios em determinadas geografias e na validação da verdade folclórica através da auscultação dos mais idosos; na constituição de ranchos com um grupo de dança, solistas e/ou coro e tocata com instrumentos segundo uma determinada geografia (Pestana 2014). Músico caminheiro, como gostava de se apelidar, realizou sucessivas incursões nas localidades rurais de norte a sul de Portugal, entre 1912 e os anos 1970. Dessas peregrinações folclóricas sobrevivem dispersas em diferentes instituições mais de 1100 transcrições, cerca de 900 registos sonoros e 14 550 imagens fotográficas (Pestana 2010).”
Referências bibliográficas
Pestana, Maria do Rosário. 2010. “Armando Leça”. Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, coord. Salwa Castelo-Branco, 688-691. Lisboa: Círculo de Leitores.
Pestana, Maria do Rosário. 2012. Armando Leça e a Música Portuguesa (1910-1940). Lisboa: Tinta-da-China.
Pestana, Maria do Rosário.2014. Alentejo: Vozes e Estéticas em 1939-40. Edição crítica dos registos sonoros realizados por Armando Leça. Vila Verde: Tradisom.