Jurjuna, Çurçuna, Curcuna, Gurjina, Jurjina

São os nomes dados a um ritmo em 10/8, que se subdivide: 3+2+2+3 e que podemos encontrar em diversos países do Próximo e Médio Oriente.

Inside Arabic Music: Arabic Maqam Performance and Theory in the 20th Century
Por Johnny Farraj, Sami Abu Shumays

Nos tutoriais abaixo podem aprender progressivamente este ritmo e algumas variações de nível básico.

1 – Para começar e entender a subdivisão e a pulsação irregular, pratiquem simplificando o ritmo.

2 – De seguida articulem as subdivisões com a mão esquerda (ki).

3 – Substituam os “ki” por “Dum” e “Tá” como no vídeo abaixo.

Aprendi o ritmo assim com o Pedro Estevan, que o tocava num set de riqq, darbuka e tambor grave, distribuindo a frase pelos 3 instrumentos.

4 – Frase simples

Frase simples também com 10 partes (5+5). Uma parte começa em “Dum” com a direita, a outra em “Tá” com a esquerda. As mãos alternam de forma natural entre direita e esquerda.

5 – Variação I – técnica de mão completa (tradicional)

Tanto a frase anterior como esta podem usadas como variação. Foram frases simples criadas por mim para estudo.

Modulação métrica: introdução

Vídeo demonstrativo dos vários passos para chegar a uma modulação métrica simples.

O ponto de partida foi uma modulação métrica de um arranjo que fiz da canção “Ai à porta da nossa ama” (Modas e Adufes, Proença-a-Velha).

Como aprender?

1 – Compreender que no exercício abaixo cada compasso tem 12 partes (colcheias) e que no primeiro as podemos agrupar em 4 grupos de 3 (a que na música chamamos compasso de subdivisão ternária, ou seja, composto); e no segundo, em 3 grupos de 4.

12 partes divididas em grupos diferentes.

2 – como no vídeo, tocar esta subdivisão (3 por pulso) – Tá Ki Tá. Estou a usar golpes abafados a que podemos chamar ghost notes.

3 – De seguida, tocar 2 compassos. No primeiro a dizer o ritmo e no segundo sem dizer.

4 – Tocar uma estrutura de quatro compassos: 1º compasso tocar/dizer a subdivisão; 2ºsó tocar; 3º tocar e dizer Tá Ká Di Mi com a mesma subdivisão; só tocar. O ritmo no adufe deve ficar sempre igual durante todo o exercício, só muda a voz.

5 – Juntar os dois compassos: um a tocar/dizer TáKiTá e outro a tocar/dizer Tákádimi.

6 – Da mesma forma, mas acentuar, tocando Dum no início da palavra Tá Ká Di Mi. Ou seja, Dum ká di mi.

Tamburi Mundi, 2021 workshop

“Old ladies´ songs from Idanha-a-Nova: traditional and modern adufe rhythms”

This workshop treats the „cantigas de adufe“ from the unique region of Idanha-a-Nova, Portugal. The adufe is a square frame drum from Portugal, different from the Spanish “pandero cuadrado”. It emates from an old musical tradition, where groups of women play, sing and dance together. They praise The Lady, the mother of Jesus, in the countless romaria de adufe (religious festivities) but also plants, trees, stars, moon, sun, love, water, stones, etc…

The aim of this workshop is not to learn fantastic solo skills, but rather to keep the pulse and use it as a musical resource. The patterns are repetitive, everyone plays and sings the same. My recent work is to use these songs as background for new patterns, exploring the coordination of voice, drum, movement and independence, while introducing new techniques and rhythms from other frame drums.

Summary

PDFs to print:

Exercício para as soalhas do adufe

Exercício para trabalhar o movimento que provoca o impacto das soalhas no caixilho dentro do adufe.

Não é um som que se use tradicionalmente, mas é sem dúvida um recurso a utilizar musicalmente.

Neste exercício as soalhas marcam o pulso e para a construção e desconstrução progressivas do ritmo ternário tradicional de Monsanto, aqui tocado em câmara lenta.

A transcrição abaixo foi feita depois do vídeo. Pode não estar exactamente igual, no vídeo estava a improvisar.

Como aprender?

1 – Praticar o movimento do adufe que faz com que as soalhas batam na madeira.

2 – Marcar um pulso com as soalhas de forma regular.

3 – Repetir cada letra até estar interiorizado.

4 – tocar o exercício todo.

NOTA: Um metrónomo ou introduzir um movimento corporal pode ajudar a conseguir mais regularidade na execução.

Festejo do Peru

O festejo é um ritmo vibrante afro-peruano que celebra a emancipação dos escravos do Perú. (ver mais em Wikipédia)

Depois de ver a lição acima, experimentei adaptar o 2º padrão básico ao adufe, usando para praticar várias hipóteses de execução.

O desafio é tocar o mesmo padrão com diferentes sticking (R= direita, L=esquerda) e tentar que soe o mais igual possível.

Em cima do primeiro compasso aparece D = Dum e T= Tá. São as sílabas que se podem utilizar para ler.

Como praticar?

1 – tocar cada letra em separado, repetindo as vezes necessárias até se tornar fácil.

2- tocar 4 vezes cada letra e passar à seguinte.

3 – tocar 2 vezes cada letra e passar à seguinte.

4 – tocar uma vez cada letra e passar à seguinte.

Tá ou Pá

Exercício para praticar o som “Pá”. É um golpe em que os dedos ficam em contacto com a pele depois de a percutir, parando a vibração da mesma.

Adufe: introdução ao ritmo Samai e variações

Ritmo lento, meditativo, num ciclo de 10 pulsações. Aprendi este ritmo e estas variações no Tamburi Mundi Capadócia em 2011 com o David Kuckhermann.

Como tocar?

No lado esquerdo do vídeo podem ver a base rítmica, que podem repetir várias vezes até interiorizarem.

Do lado direito, toco as 5 variações, 2 vezes cada.

Em baixo, têm a transcrição em sílabas e notação convencional.

Para aulas de adufe online ou para alguma dúvida, escrevam ou contactem-me via Whatsapp.

DICA: o Youtube permite escolher a velocidade do vídeo, se for rápido demais para aprenderem, reduzam a velocidade do vídeo e vão aumentando progressivamente.