Exercício para as soalhas do adufe

Exercício para trabalhar o movimento que provoca o impacto das soalhas no caixilho dentro do adufe.

Não é um som que se use tradicionalmente, mas é sem dúvida um recurso a utilizar musicalmente.

Neste exercício as soalhas marcam o pulso e para a construção e desconstrução progressivas do ritmo ternário tradicional de Monsanto, aqui tocado em câmara lenta.

A transcrição abaixo foi feita depois do vídeo. Pode não estar exactamente igual, no vídeo estava a improvisar.

Como aprender?

1 – Praticar o movimento do adufe que faz com que as soalhas batam na madeira.

2 – Marcar um pulso com as soalhas de forma regular.

3 – Repetir cada letra até estar interiorizado.

4 – tocar o exercício todo.

NOTA: Um metrónomo ou introduzir um movimento corporal pode ajudar a conseguir mais regularidade na execução.

Baquetas para adufe, pandero cuadrado e tambor xamânico

Baquetas em madeira de maple com ponta em latéx natural.

Com cerca de 32cm de comprimento e 1,5cm de diâmetro, estas baquetas foram pensadas para se percutir o adufe, utilizando como um tambor xamânico ou como um pandero cuadrado.

São baquetas mais leves e mais pequenas que as normalmente usadas só nos panderos porque o adufe é também um instrumento mais leve e sensível.

O látex oferece um som cheio e grave, sem ser necessário tocar com demasiada força. Ao mesmo tempo protege a pele a cada golpe.

No vídeo podem ver como usar o mesmo adufe de duas formas diferentes, à esquerda como pandero de peñaparda e à direita como adufe.

Festejo do Peru

O festejo é um ritmo vibrante afro-peruano que celebra a emancipação dos escravos do Perú. (ver mais em Wikipédia)

Depois de ver a lição acima, experimentei adaptar o 2º padrão básico ao adufe, usando para praticar várias hipóteses de execução.

O desafio é tocar o mesmo padrão com diferentes sticking (R= direita, L=esquerda) e tentar que soe o mais igual possível.

Em cima do primeiro compasso aparece D = Dum e T= Tá. São as sílabas que se podem utilizar para ler.

Como praticar?

1 – tocar cada letra em separado, repetindo as vezes necessárias até se tornar fácil.

2- tocar 4 vezes cada letra e passar à seguinte.

3 – tocar 2 vezes cada letra e passar à seguinte.

4 – tocar uma vez cada letra e passar à seguinte.

Tá ou Pá

Exercício para praticar o som “Pá”. É um golpe em que os dedos ficam em contacto com a pele depois de a percutir, parando a vibração da mesma.

Adufe: introdução ao ritmo Samai e variações

Ritmo lento, meditativo, num ciclo de 10 pulsações. Aprendi este ritmo e estas variações no Tamburi Mundi Capadócia em 2011 com o David Kuckhermann.

Como tocar?

No lado esquerdo do vídeo podem ver a base rítmica, que podem repetir várias vezes até interiorizarem.

Do lado direito, toco as 5 variações, 2 vezes cada.

Em baixo, têm a transcrição em sílabas e notação convencional.

Para aulas de adufe online ou para alguma dúvida, escrevam ou contactem-me via Whatsapp.

DICA: o Youtube permite escolher a velocidade do vídeo, se for rápido demais para aprenderem, reduzam a velocidade do vídeo e vão aumentando progressivamente.

Adufe: introdução aos ritmos do Mediterrâneo

Em 2011, fui ao Labyrinth Musical Workshop, em Houdetsi (Creta) e fiz uma formação de frame drum com Zohar Fresco.

Aprendemos uma composição da sua autoria com seis ritmos que são tocados por toda gente no Mediterrâneo e 3 frases.

É um exercício de nível básico/intermédio.

Esta tentativa adaptação para adufe abre uma linguagem que lhe assenta bem e que mostra como o toque tradicional português do adufe tem semelhanças com a execução de outros frame drums do mundo.

Como tocar?

No vídeo, cada ritmo é tocado 4 vezes. Agito o adufe de cima para baixo quando passa para outro ritmo.

O D corresponde ao som Dum, o T ao som .

Os traços são tocados com a mão esquerda (ki), como ghost notes.

Depois de aprender os ritmos individualmente e sequencialmente como no vídeo, podem começar a aprender as frases uma de cada vez. O pulso com que lêem os ritmos de cima é o mesmo das frases. (se houver dúvidas, estou à disposição).

Podem trabalhar cada ritmo e a sequência de frases como nos vídeos abaixo.

forma: ritmo 4 X + frases 123

Whade

Ayoub

Maqsum

Saidi

Masmoudi

Karachi

Pico Island Full Moon, ritmo

As noites de Lua Cheia são particularmente espectaculares na ilha do Pico, nos Açores.

Numa das noites, fui tocar adufe para as rochas, perto do mar. O luar estava incrível, via-se tudo.

Este foi o ritmo que surgiu.

No vídeo, à esquerda podem ver e ouvir a frase de 9 tempos repetida ciclicamente do início ao fim. No lado direito, a mesma frase é tocada no mesmo tempo e ao ao dobro, intercaladamente.

Como tocar?

  1. Aprender a frase, dizendo lentamente.
  2. Dizer e tocar no adufe.
  3. Os traços que marcam a subdivisão podem ser preenchidos por ghost notes na mão esquerda (som que designo de ki).
  4. Play-along com o vídeo.

Legenda

D – dum (som grave, mão direita)

T – tá (som agudo, mão direita)

tkdm – tákádimi (alternando as duas mãos no som agudo)